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Segunda-Feira, 18 de junho de 2018
24-05-2018
Impactos da greve: Brasil deixou de exportar US$ 60 milhões em carnes e há animais vivos em caminhões parados nas rodovias

Para o ministro da Agricultura, situação caminha para o “insustentável”

Texto: Globo Rural / Adaptado pela Assessoria de Comunicação do CRMV-SP

A paralisação dos caminhoneiros desativou 129 unidades processadoras de carnes bovina, suína e de aves no Brasil e a previsão é de que até 90% da produção de proteína animal seja interrompida, caso a situação nas estradas não se normalize. A informação é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ainda de acordo com as entidades representativas, o país já deixou de exportar o equivalente a US$ 60 milhões, ou, 25 mil toneladas. Um agravante da situação gerada pela greve está relacionado à manutenção do bem-estar de animais, uma vez que há cargas vivas (aves, bovinos e suínos) em caminhões parados nas estradas, sem alimentação.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), há casos de animais sem alimentação há mais de 50 horas. A entidade pede que o movimento dos caminhoneiros cumpra a promessa de liberar o transporte de animais e rações em todos os bloqueios.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, afirmou, na quarta-feira (23), que a situação criada pela paralisação de caminhoneiros no País "está ficando insustentável". Em um breve relato, o ministro citou também a falta de ração para alimentar suínos que passam fome, segundo ele, em granjas de Mato Grosso. O ministro está em Paris (França) em viagem oficial para receber o certificado de que o Brasil é área livre de febre aftosa com vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O Brasil é o maior fornecedor mundial de carne de frango, segundo em carne bovina e também um dos maiores exportadores de carne suína. Só de carne de boi, o País embarca normalmente 1.200 contêineres por dia, o que não vem ocorrendo. Com a paralisação, que teve início na segunda-feira (21), esse fluxo de insumos é interrompido e impossibilita o escoamento de alimentos para os centros de consumo.

“Os estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas – que mantém um ciclo de entrega de produtos a cada dois dias – já estão com o abastecimento comprometido. Essa dificuldade pode atingir os grandes centros nos próximos dias”, alertam as associações.

A Abiec e a ABPA destacam ainda que mais de 85 mil funcionários de indústrias e cooperativas estão com trabalhos suspensos. As associações reiteram o direito da categoria de reivindicar seus direitos, desde que haja manutenção do transporte de alimentos para a população. Para ambas, as consequências da paralisação ganharam contornos graves.

 
 
             

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